Levando em conta os vários problemas, discussões e, até mesmo, brigas judiciais decorrentes das relações vendedor/comprador e locador/locatário, a importância de ter um contrato bem detalhado quanto aos direitos e deveres das partes contratantes já é velha conhecida das empresas do ramo imobiliário.
Porém, a grande maioria dessas empresas ainda vem errando em um ponto: utilizam modelos arcaicos, com cláusulas extensas, escritas no “juridiquês” que poucos entendem e quase ninguém lê antes de assinar.
E por que isso é um erro?! Porque um contrato que ninguém entende pode ser tão ineficiente quanto a falta dele, causando os mesmos problemas, discussões e brigas judiciais que a imobiliária queria evitar…
Se você pensa que conseguir uma assinatura no contrato sem sequer ser lido é uma grande vantagem, já passou da hora de mudar seus conceitos: uma negociação bem feita, em que todos os pontos, inclusive os mais polêmicos, são previamente apontados, analisados e alinhados entre as partes, evita a perda de seu tempo e os desgastes dos seus funcionários na resolução de impasses motivados pelo conhecido “não foi isso que combinamos”.
Da mesma forma, transmitir essa negociação para o papel, de forma clara, simples, objetiva e concisa, além de trazer maior segurança jurídica para o negócio, garante que qualquer pessoa que ler o contrato entenderá suas disposições, evitando impasses motivados pelo também conhecido “não foi isso que eu entendi”.
Nos casos de venda e compra de imóveis, por exemplo, apesar da conclusão do negócio ocorrer por meio da assinatura de uma escritura pública, é necessário que a imobiliária tenha um pré contrato, também conhecido como promessa de venda e compra, no qual as responsabilidades de cada parte durante o período de análise de documentos e espera para liberação de eventuais recursos bancários (FGTS, financiamentos etc.) estejam muito bem definidas, assim como os prazos e as possibilidades de desfazimento do negócio, com ou sem multas.
Já para as locações, as obrigações de cada parte em relação à manutenção e conservação do imóvel, principalmente no momento da sua entrega, apesar de ser um dos pontos que mais causam discussões entre os contratantes, na maioria das vezes não são dispostos no contrato de forma direta e com o nível de especificidade e clareza que se faz essencial, considerando a falta de detalhamento em nossa legislação.
Em tempos em que pensar na experiência dos clientes se tornou um foco de toda empresa que quer se diferenciar no mercado e driblar a concorrência, simplificar e clarear seus contratos imobiliários podem ser maneiras simples e eficientes de trazer uma boa impressão inicial de sua imobiliária, preservar essa primeira impressão durante todo o relacionamento e, somado com um atendimento baseado no respeito e na confiança, criar vínculos duradouros com seus clientes.
Mas não pense que essa é uma tarefa fácil! Para ser eficaz, o processo de simplificação e clarificação deve ser feito por profissionais que estejam focados nas necessidades de seu negócio, que se interessem mais em evitar que sua imobiliária tenha problemas do que em resolvê-los judicialmente, que pensem fora da caixinha dos jargões do Direito e consigam transmitir as disposições legais de forma direta e compreensível.
Nosso escritório tem como principal objetivo simplificar os documentos jurídicos, facilitando a relação de nossos clientes com os seus clientes, proporcionando o fechamento de seus negócios de forma mais rápida e eficaz, ao mesmo tempo em que transforma o modo de comunicação no meio jurídico.
E se você quiser dar um passo além, pode complementar esse processo com a aplicação de ferramentas de Legal Design e Visual Law, proporcionando aos seus clientes, por meios de recursos visuais (como imagens, fontes, ícones, cores, formas de destaque das informações, gráficos, fluxogramas etc.), contratos agradáveis de ler e ainda mais fáceis de compreender e assimilar suas disposições, trazendo também modernidade e inovação aos seus negócios, o que vem sendo cada dia mais exigido pelas gerações Y e Z.
Gostou da ideia?! Então simplifica!
Por Natasha Ferraz.
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